Livros que marcaram a minha vida

Páginas de um livro - Book - image by DeFerrol - on flickr

Book – image by DeFerrol – on flickr

Peço desculpas à minha meia dúzia de leitores fiéis. Foi mal a demora, este meu post deveria ter sido na segunda semana de janeiro, mas… Pelo menos segue agora. Antes tarde do que nunca.

Já li muita coisa na vida, mas como o primeiro a gente nunca esquece foi O Patinho Feio de Hans Christian Andersen que me  abriu as portas da literatura ainda na primeira série do ensino fundamental, primário, na época. Era um livro de imagens, com pouco texto no rodapé, bem bobinho, mas que jamais esqueci. Até outro dia tinha ele em meus guardados, tamanha a importância dele para mim.

No entanto, foi O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry que me fez aos dez anos esquecer as bonecas para mergulhar nas aventuras do princepezinho. Lembro que li um trecho na escola e pedi que minha mãe comprasse. Tinha acabado de perder meu pai, e aquela fábula, que não foi escrita para crianças, me fez entender um pouco que mesmo quando as coisas ou as pessoas se vão, mesmo tristes, pode ficar a lembrança de algo bom. Livro de miss ou não ao longo dos anos passei a reler o livro e a cada vez ter uma percepção diferente do mesmo.

Aliás, citei meu pai, pois ele era viciado em livros e creio que a enorme estante que ficava em nosso quarto foi a maior herança que ele pode nos deixar. Fui uma adolescente bem esquisita, preferia livros às pessoas, em um tempo sem internet, fui uma devoradora de enciclopédias, e talvez por isso eu seja tão bem informada em cultura geral. De enciclopédias como  Conhecer e Tesouro da Juventude, à enciclopédia da Vida Íntima.

Ainda no início dos anos 80, duas coleções de livros voltadas ao público juvenil, Para Gostar de Ler e Coleção Vagalume, faziam parte da minha rotina por causa da escola.

A primeira, Para gostar de ler, reunia textos de escritores contemporâneos como Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos… Era realmente delicioso conhecer a obra daqueles mestres, desde então me apaixonei por crônicas e passei alguns anos da minha vida bastante interessada no estilo.

Já a coleção Vagalume era composta por romances juvenis, também repleta de autores contemporâneos como Marcos Rey, Maria José Dupré, Homero Homem, entre muitos outros. Adorava o estilo policial de Marcos Rey (o Mistério do Cinco Estrelas, O Rapto do Garoto de Ouro). Li muitos livros da coleção, quase todos por causa da escola, lia inclusive os dos meus irmãos, que eram de séries acima da minha.

Já adolescente, foi a vez dos best sellers entrarem em minha vida, pois minha mãe fazia parte do Círculo do Livro, uma espécie de catálogo com livros e coleções bem em conta. Autores como Colleen McCullough, Sidney Sheldon, e dessa vez, foi A Cama Celestial de Irving Wallace, que contava a história de um psicoterapeuta que usava suplentes sexuais em tratamentos de ejaculação precoce, vaginite, assuntos que mais tarde tornaram-se corriqueiros em meu dia a dia com o A Vida Secreta.

E finalizando, sem dúvida nenhuma, O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontëe, é a minha grande paixão. Seja pela autora, seja porque nele bem e mal se confundem tanto quanto amor e ódio… Graças ao livro tenho um sonho, escrever algo tão bom  que seja capaz de ultrapassar a barreira do tempo, dos anos que passam. Se estivesse no RJ certamente faria uma foto do livro para que vissem como está gasto de tanto ser lido e relido…

E você, que livros marcaram a sua vida?

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Notre Dame de Paris | Musical

Quem me conhece sabe o quanto gosto de musicais.  E este, Notre Dame de Paris, me foi apresentado recentemente pela amiga Cristina Mellowww.cristinamello.com.br – professora apaixonada pela cultura francesa (super indico seu blog).

O espetáculo em si é belíssimo, do figurino às interpretações. É baseado na obra original de Victor Hugo (pelamor galera, não vá perguntar se é o da marca de acessórios) e conta a história do quatrilho formado pelo chefe da guarda Phoebus, o bispo Frollo e Quasimodo (o corcunda de Notre Dame), todos apaixonados à sua maneira pela cigana Esmeralda.

E apesar da cigana ser a grande musa de todos, este é um espetáculo onde quem dá show são os homens. A música Belle, cantada por Garou, Daniel Lavoie e Patrick Fiori é linda, e mostra tres vozes masculinas que se encaixam perfeitamente.

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Que prejuízo que nada, corra atrás do lucro

viagem - imagem de MowT no flickr

Que tal planejar (e concretizar) a sua viagem dos sonhos? / imagem de MowT no flickr

Pendências… Não é à toa que a maioria de nós inicia o ano com listas, as famosas resoluções de ano novo. Terminar a reforma da casa, fazer a viagem dos sonhos, emagrecer 3 kg, recomeçar o curso de seja lá o que for…

Elaboramos estas listas por N motivos, quem sabe porque  nem sempre durante o ano que passou tivemos coragem, tempo ou grana para colocá-las em prática no tempo certo e por isso vamos adiando, adiando… E o ano acaba, outro começa, mas algumas coisa que ficaram para trás necessitam ser resgatadas e continuadas.

O fato é que o tema do primeiro post do Meme de Janeiro trata exatamente disso – O que você deixou pra trás no ano velho e o que precisa correr atrás no ano novo? Independente do que planejou, mas infelizmente não conseguiu concretizar no ano anterior, se a tal pendência é realmente importante para você, não desista.

Como planejar e colocar em prática as resoluções de Ano Novo

  • Foco – Defina poucas metas ou resoluções. Assim fica mais fácil manter o foco e não se perder em múltiplas metas.
  • Escreva – Coloque tudo no papel. O simples fato de escrever, reforça o comprometimento. Mantenha as anotações atualizadas em uma agenda (gosto de usar o Google Agenda, pois é fácil e acessível).
  • Lembretes – Use lembretes em sua agenda, distribuídos pelos próximos meses. Use alarmes se possível. A produtividade aumenta muito!
  • Datas para conclusão – É importante estipular datas. Resoluções sem data definida para acontecer, tem grandes chances de não se realizar. Definir quando, pode ajudar a não deixar cair no esquecimento.
  • Como – Escrever um “passo a passo” junto com a definição da sua resolução é bem legal. Defina algumas tarefas necessárias para fazê-las acontecer, do planejamento à execução propriamente dita.
  • Seja realista – Definir objetivos que possam ser cumpridos é essencial. Crie metas realistas, por exemplo, planejar uma viagem para a Itália é muito mais fácil que uma viagem para a Lua, não é mesmo?
  • Persista –  Especialistas afirmam que são necessários 21 dias para que uma nova atividade, como se exercitar por exemplo, se torne um hábito, e seis meses para que se torne parte de sua personalidade. Portanto, do curso de italiano à aula de natação, não desista tão rápido.
  • Continue – Mesmo que sua resolução pareç ter ido por água abaixo ainda no início de fevereiro, não se desespere. Veja o que não deu certo, o que precisa ser revisto e comece novamente. Afinal, não há nenhuma razão para que você não possa fazer uma nova resolução de ano novo a qualquer época do ano certo?

Fonte:  Organize Sua Vida

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Monogamia, uma invenção histórica e cultural

Flagra de traição com bonecos de pelúcia - imagem Dave Emmet no flickr

Flagra de traição com bonecos de pelúcia – imagem Dave Emmet no flickr

“A monogamia é uma invenção histórica e cultural que tem a ver com a burguesia que queria manter seus poucos bens assegurados e essa pequena herança para os filhos do casal, sem ter que se preocupar com paternidade legítima, entre outras coisas.

Portanto, não é natural e sim, cultural. Vide as milhares de culturas mundo afora onde ela não tem serventia alguma. O amor romântico simplesmente não existia antes do séc XII. Casava-se por todas as razões possíveis, mas nunca por amor. Isso era considerado loucura e desatino.

Foi através das canções dos trovadores no começo da Idade Média que esse ideal de amor romântico, de homens valorosos, cavaleiros e mulheres castas que esperavam o amor nos conventos que essa praga de ideal se espalhou, causando ilusão, frustração e infelicidade até os dias de hoje.”

Gabriela Franco – via Facebook

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Meu momento é agora!

Foi intencional! Em um momento, com tanta agitação, percebi que não conseguiria levar adiante o Meme de Dezembro e decidi parar no dia do fim do mundo para retornar com o blog exatamente nesse momento – o  primeiro dia do novo ano, 2013.

Não, nunca acreditei que o mundo fosse acabar, penso que todo dia o mundo acaba para no dia seguinte recomeçar, ou não… (como diria Caetano). Nos dando a cada novo dia oportunidades únicas de fazer daquele o melhor dia de nossas vidas.

Anos são somas de dias, que são somas de horas que são somas de minutos, que são somas de segundos… Todos que não voltam mais. Portanto, o nosso momento único é o agora!

Finalizo com a bela Poética I, de Vinícius de Morais, uma homenagem à minha mãe que em sua plenitude de vida afirma a todo momento – Meu tempo é quando!

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