SEGREDO - L Marie Adeline - capa

S.E.G.R.E.D.O. | Resenha

Semana passada, antes do dia Internacional da mulher ganhei o livro S.E.G.R.E.D.O. – Sem Julgamentos. Sem Limites. Sem Vergonha. lançado pela Globo Livros. Não sou crítica literária, mas por ser uma feliz  consumidora (e autora) de literatura erótica, posso deixar aqui meus dois centavos de opinião sem culpa.

Capa do livro SEGREDO - L Marie Adeline

S.E.G.R.E.D.O. de L. Marie Adeline (pseudônimo de Lisa Gabriele, uma produtora de TV canadense, autora de best sellers) pode não ser uma obra prima, mas atende muito bem ao que se propõe, ou seja um romance de literatura erótica. Diga-se  de passagem, muito melhor que o best seller 50 Tons de Cinza.

Com uma história plausível e bem contada, o erotismo presente do começo ao fim do livro é bem conduzido. Sua fórmula simples, talvez seja o maior trunfo.

Na simpática Nova Orleans, a jovem viúva Cassie, de 35 anos,  é uma mulher comum totalmente absorvida em sua rotina como garçonete em um café,  conformada com uma vida sexual sem grandes satisfações. Aliás, nula. Após ter sido agredida há alguns anos pelo marido alcoólatra, mesmo após sua morte não teve interesse por novos parceiros.

No começo do livro, Cassie não faz sexo há cinco anos, meio traumatizada com o casamento infeliz, coloca sua feminilidade de lado. Vive só, com um gato, em um lugar apelidado de Hotel das Solteironas. Assim como a ridícula Deusa Interior de 50 Tons de Cinza, ela conversa com essa sua condição (“cinco anos” sem sexo), como quem conversa com um fantasma. Felizmente, essa esquizofrenia acaba no terceiro capítulo. E acaba aí a semelhança com o romance de E. L. James.

De maneira casual, nem tão casual assim, Cassie tem contato com o S.E.G.R.E.D.O. e a partir de então sua vida muda… Para melhor.

O tal S.E.G.R.E.D.O. é uma sigla para uma confraria (?)  formada exclusivamente por mulheres que que ajudam outras mulheres a liberar-se através da realização de suas fantasias sexuais, pois em algum momento já foram ajudadas também. Assim como o SSC  (são seguro e consensual) é para o BDSM, o S.E.G.R.E.D.O é uma espécie de diretriz para que as fantasias sejam realizadas.

A grande verdade é que as dicas, os tais 10 passos, como elas nomeiam as experiências pelas quais a iniciada precisa passar, mudando o contexto sexual para qualquer outro, lembra até um livro de auto-ajuda. Rendição, coragem, fé, generosidade, destemor, confiança, curiosidade, bravura, exuberância e escolha. Cada uma dessas conquistas é agraciada com um pingente em uma pulseira de ouro, que somente as integrantes ostentam.

O livro tem uma pitada feminista que eu amei. Cassie, apesar de ter sido uma mulher submissa e conformada por toda a vida até então, através de suas experiencias sexuais vai se conhecendo cada vez mais e  tornando-se  mais confiante, passando a atrair olhares e, sobretudo, a gostar de recebê-los.

Mais que experiências sexuais, o livro mostra que nós mulheres somos bem mais poderosas do que imaginamos e a energia sexual é apenas mais uma delas que, bem explorada, faz maravilhas em nossas vidas.

Li por aí que a autora já está trabalhando em um segundo livro, onde o funcionamento do S.E.G.R.E.D.O. é mais detalhado e Cassie passa a ser uma recrutadora. Ficarei de olho.

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Campo Grande, o meu lugar

Igreja Nossa Senhora do Desterro - Andre Ribeiro da Costa

Igreja de Nossa Senhora do Desterro, que todo dia 29 de maio era responsável por uma das melhores festas do bairro. / Foto: Andre Ribeiro da Costa

Nasci e cresci em Campo Grande, bairro de quase 330 mil habitantes na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que assim como Bangu, costuma atingir as temperaturas mais altas da cidade.

Fica a 45km do Centro do RJ, e poderia até ser considerada uma outra cidade, caso interesses políticos não fizessem questão de mantê-lo sob a tutela da cidade, afinal, somos o maior “curral de votos” (é, infelizmente é assim mesmo que chamam a região) do Rio de Janeiro.

Politicagens à parte, Campo Grande é uma área bonita, repleta de verde e mar. Tenho ótimas lembranças da minha infância correndo descalça e dormindo  de janela aberta.

Historicamente, sua ocupação foi lenta, levando em conta que a Paróquia de Nossa Senhora do Desterro foi fundada no final do século XVII, 1673. E só a partir do século XVIII, começou a prosperar, graças à cafeicultura na região do Mendanha, e passou a ser considerada Zona Rural do RJ.

Com a implantação da estrada de ferro, na segunda metade do século XIX o acesso à região facilitou o povoamento. Somente no começo do século XX, com a chegada do bonde elétrico a região começou realmente a prosperar. Após a primeira guerra mundial, a cultura do café entrou em crise e deu espaço à cultura da laranja. Tornando a região conhecida por alguns anos como “Citrolândia”.

Hoje, o bairro onde nasci é uma quase cidade. Maior que muitas que já morei (como Muriaé e Petrópolis). O bairro conta com um dos principais terminais rodoviários da zona oeste: o Terminal Rodoviário de Campo Grande londe ocorrem baldeações para a Zona Oeste, nos próprios sub-bairros do bairro, para a Zona Norte, para a zona sul, Centro, Niterói-São Gonçalo, Baixada Fluminense,Barra Mansa, Angra dos Reis, Região Serrana e dos lagos, além da cidade de São Paulo.

Guaratiba, sol e mar bem pertinho

ponte da marambaia - antonio lordelo

Ponte da Marambaia – Guaratiba / Licença Alguns direitos reservados por alordelo

E para quem nasceu em Campo Grande, a praia sempre foi quase que no quintal de casa. Não no sentido literal, mas a região de Guaratiba é bem próxima e tem praias belas e acessíveis desde sempre. Cresci brincando naquelas areias e pedras. Lá aprendi a nadar e talbé tomem meu primeiro “caldo”.

Praia Grande, Prainha, Praia do Canto, Marambaia… Isso para citar as mais acessíveis. São praias singelas e muito lindas.

A Restinga da Marambaia  é uma das mais belas, com areias branquíssimas . Pena que esta área fica sob responsabilidade do exército e o acesso não é liberado para todos.

O mar calmo propicia um delicioso banho de mar. Muitos frequentadores utilizam a praia para bater uma bolinha, jogar um vôlei, frescobol ou apenas curtir um banho de sol. Nos finais de semana a praia fica lotada de moradores e visitantes.

Quem curte trekking, além do morro tem praias deliciosas que graças ao difícil acesso mantém uma beleza bem rústica e natural, como a Praia dos Búzios, Perigoso, do Meio, Funda e Praia do Inferno.

Ah, e além de toda esta beleza, a região tem diversos restaurantes especializados em frutos do mar etambém, bem pertinho, tem o sítio do Burle Marx, um jardim de sonho no meio da mata atlântica.

Visite também:

  • Amo Barra de Guaratiba – http://www.amobarradeguaratiba.com.br/

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Este post faz parte do Meme de Março, uma iniciativa das interneteiras do LuluzinhaCamp, que tem como única intenção, a diversão. Porque somos blogueiras e adoramos blogar, simples assim. Se você tem blog, corre para participar, clique aqui e saiba mais.

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Da excelência…

menina-desenhando

De todos os comentários que recebemos sobre a facilidade que executamos certas tarefas o mais comum é o famoso: “Ah, mas pra você é tão fácil…”. O que a grande maioria não atenta é que para que alguém execute alguma tarefa com excelência, muita água passou por baixo da ponte. Teve a pesquisa, o tempo, o treinamento, os erros que ajudaram a lapidar os acertos… Nada é por acaso.

Photo Credit: Dia™ via Compfight cc

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Imagine Me and You

Cena do filme Imagine Me and You

E se você conhecesse o amor da sua vida no dia do seu casamento? E se o amor da sua vida não fosse exatamente o que a sociedade espera? E se tanta paixão incomodasse mais do que acalmasse o seu coração? Pois é…

Este filme mostra uma garota comum, que se casa sem paixão, mas muito amor, com aquele que considera seu melhor amigo. E no dia do seu casamento conhece a dona de uma casa de flores, com quem desenvolve uma amizade imediata que rapidamente se desenvolve para algo mais…

Filminho bobo, mas lindinho, que leva à tona hipóteses que raramente ousamos cogitar. Gostei!

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Vídeo

Discurso de Jean Wyllys no Dia Internacional da Mulher sobre a luta de minorias

“Hoje eu subo novamente nesse plenário no dia em que celebramos as conquistas de outro grupo que, assim como nós LGBTs foram perseguidas e estigmatizadas: as mulheres. É um dia em que lembramos a luta das mulheres por melhores condições de vida. O direito ao voto e a Lei Maria da Penha são frutos dessa luta, mas ainda tão insuficientes perto da dimensão do problema: Violência doméstica, estupros, exploração sexual, violência psicológica, seja no trabalho, seja em casa, mortes por abortos clandestinos e por gestações sem acompanhamento médico público, discriminação racial. A confiança do povo brasileiro foi depositada em nós parlamentares, e temos a obrigação moral e ética ao Estado Democrático de Direito de responder à altura. Precisamos dar prioridade às demandas femininas e das demais minorias e não continuar negociando os Direitos Humanos desses grupos para manter a governabilidade” – Jean Wyllys

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A Vida de Pi

A Vida de Pi

Não sou o tipo de cinéfila que fica pensando em detalhes de iluminação, fotografia, direção de arte… Gosto de um filme porque gosto e nunca sei bem o porque. Não existe fórmula para isso.

Me apaixono por obras primas tanto quanto por trash movies. Cinema para mim é entretenimento e uma boa história sempre será uma boa história para mim. Sem grandes delongas…

A Vida de Pi é um daqueles filmes que encantam pelo visual, emocionam pela história e, sobretudo, nos faz pensar.

O filme é uma história de fé. De como entendemos e nos entregamos a um poder maior, de como interagimos ou reagimos às loucuras da vida. Se o nosso olhar é de esperança ou fatalidade, se temos ou não temos f’é.

Um filme lindo, inesquecível!

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