Campo Grande, o meu lugar

Igreja Nossa Senhora do Desterro - Andre Ribeiro da Costa

Igreja de Nossa Senhora do Desterro, que todo dia 29 de maio era responsável por uma das melhores festas do bairro. / Foto: Andre Ribeiro da Costa

Nasci e cresci em Campo Grande, bairro de quase 330 mil habitantes na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que assim como Bangu, costuma atingir as temperaturas mais altas da cidade.

Fica a 45km do Centro do RJ, e poderia até ser considerada uma outra cidade, caso interesses políticos não fizessem questão de mantê-lo sob a tutela da cidade, afinal, somos o maior “curral de votos” (é, infelizmente é assim mesmo que chamam a região) do Rio de Janeiro.

Politicagens à parte, Campo Grande é uma área bonita, repleta de verde e mar. Tenho ótimas lembranças da minha infância correndo descalça e dormindo  de janela aberta.

Historicamente, sua ocupação foi lenta, levando em conta que a Paróquia de Nossa Senhora do Desterro foi fundada no final do século XVII, 1673. E só a partir do século XVIII, começou a prosperar, graças à cafeicultura na região do Mendanha, e passou a ser considerada Zona Rural do RJ.

Com a implantação da estrada de ferro, na segunda metade do século XIX o acesso à região facilitou o povoamento. Somente no começo do século XX, com a chegada do bonde elétrico a região começou realmente a prosperar. Após a primeira guerra mundial, a cultura do café entrou em crise e deu espaço à cultura da laranja. Tornando a região conhecida por alguns anos como “Citrolândia”.

Hoje, o bairro onde nasci é uma quase cidade. Maior que muitas que já morei (como Muriaé e Petrópolis). O bairro conta com um dos principais terminais rodoviários da zona oeste: o Terminal Rodoviário de Campo Grande londe ocorrem baldeações para a Zona Oeste, nos próprios sub-bairros do bairro, para a Zona Norte, para a zona sul, Centro, Niterói-São Gonçalo, Baixada Fluminense,Barra Mansa, Angra dos Reis, Região Serrana e dos lagos, além da cidade de São Paulo.

Guaratiba, sol e mar bem pertinho

ponte da marambaia - antonio lordelo

Ponte da Marambaia – Guaratiba / Licença Alguns direitos reservados por alordelo

E para quem nasceu em Campo Grande, a praia sempre foi quase que no quintal de casa. Não no sentido literal, mas a região de Guaratiba é bem próxima e tem praias belas e acessíveis desde sempre. Cresci brincando naquelas areias e pedras. Lá aprendi a nadar e talbé tomem meu primeiro “caldo”.

Praia Grande, Prainha, Praia do Canto, Marambaia… Isso para citar as mais acessíveis. São praias singelas e muito lindas.

A Restinga da Marambaia  é uma das mais belas, com areias branquíssimas . Pena que esta área fica sob responsabilidade do exército e o acesso não é liberado para todos.

O mar calmo propicia um delicioso banho de mar. Muitos frequentadores utilizam a praia para bater uma bolinha, jogar um vôlei, frescobol ou apenas curtir um banho de sol. Nos finais de semana a praia fica lotada de moradores e visitantes.

Quem curte trekking, além do morro tem praias deliciosas que graças ao difícil acesso mantém uma beleza bem rústica e natural, como a Praia dos Búzios, Perigoso, do Meio, Funda e Praia do Inferno.

Ah, e além de toda esta beleza, a região tem diversos restaurantes especializados em frutos do mar etambém, bem pertinho, tem o sítio do Burle Marx, um jardim de sonho no meio da mata atlântica.

Visite também:

  • Amo Barra de Guaratiba – http://www.amobarradeguaratiba.com.br/

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