la vie d adele

La vie d`Adele – Chapitres 1 et 2 | Azul é a cor mais quente

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La vie d`Adele… La vie d`Beth, d`Jean, d`Marie, d`Loui… A vida de qualquer um de nós capaz de amar.

O filme Azul é a Cor Mais Quente é lindo! E, particularmente, acho que o título em português tirou muito do charme e leveza da obra, dando um enfoque pop e erótico que, definitivamente, apesar das cenas de sexo lindas e contextualizadas, não é do que se trata o filme.

La vie d`Adele fala de descobertas,  escolhas,  diversidade, possibilidades,  autoconhecimento, amadurecimento… De vida! É simplesmente lindo e emocionante ver a transformação da personagem, de menina a mulher, ao longo do filme.  Com direito a sorrisos e lágrimas. Só posso dizer uma coisa: assista!

Palavras

words - image by eyesore9 on flickr

Não sei se existem boas ou más palavras, afinal tudo depende do que se diz, quando se diz, como se diz… E quando o assunto é ouví-las, caramba! Depende muito da nossa vivência, do nosso momento… Até mesmo para recebê-las, entendê-las, aceitá-las.

Este ano me recolhi mais, trabalhei menos e me dei o direito de selecionar o que ouvir ou dizer. Tentei entender melhor as palavras, minhas e dos outros. O efeito delas em nós. Seja proferindo ou silenciando, mas sobretudo aproveitando e reciclando o que recebia, fossem elas boas ou más.

Foi o ano que descobri que quando não tenho nada a dizer realmente prefiro não dizer nada, até porque reconheci na marra que a amargura e o ressentimento também se refletem nelas, as palavras.  Falar o que é preciso dizer alivia a gastura às vezes, mas também fere os outros e muitas vezes eu mesma. Pensar antes de falar é preciso, mas perdoar-se pelas palavras mal ditas  também é preciso.

E pensando em palavras termino este post com algumas dicas de blogs, sites e newsletters, cujas palavras em muitos momentos pareciam conversar comigo, me ajudaram a refletir, olhar for ada caixa, sair da minha zona de conforto, a não me sentir tão só, e muito mais… Palavras que pretendo continuar levando comigo em 2014. Espero que gostem.

(Em ordem alfabética, mas deixando claro que todos me tocam de maneira especial)

  • Alessandro Martins – Íntimo e Careca é o nome peculiar da newsletter de um cara único. Ainda não tem nem um mês de vida e já tem cerca de 500 assinantes. O cara do Livros e Afins e do Casas Pequenas, depois de anos blogando resolveu comunicar-se de maneira mais direta e intimista com os leitores e o resultado é esta newsletter, que mais parece um bate-papo. Amo! Clique aqui para assinar.
  • Margareth Signorelli – Coach de relacionamentos, terapeuta em EFT… Há alguns anos acompanho o Conexão Coach e suas palavras me encantam, acalmam e me fazem refletir. Assino a newsletter, acompanho o blog e o canal do youtube e posso assegurar que suas dicas e palavras sobre relacionamento são pérolas valiosas que a moça nos presenteia semanalmente.
  • Mariana Viktor – Jornalista, Luluzinha querida e coach de relacionamentos (outra coach, Beth?). Para quem não sabe, apesar de muitos me considerarem uma expert em sex ualidade, tenho uma maneira muito ímpar de lidar com relacionamentos e isso nem sempre é legal pra mim. Acho que nem ela sabe que adoro seus pitacos em seu site Eu e Nós, e o quanto eles me acalantam. Descomplicar é preciso, vai por mim…
  • Menos – Site dos queridos Alessandro Martins, Alex Castro e Cláudia Regina, que compartilham online suas experiências de viver com menos. No menos.vc  (simples até no nome) encontramos “di grátis” o conteúdo que eles disponibilizam em suas palestras e workshops. Não leio porque são queridos, leio porque suas palavras me fazem pensar fora da caixinha e essa inquietude me ajuda a chacoalhar as coisas que estão acomodadas aqui.
  • Rodrigo Ghedin – Jovem, introvertido, fera em tecnologia (ele é o moço do Manual do Usuário), super conectado e manda muito bem com as palavras.  Foi dica da Lu Freitas, minha amiga querida, e eu apaixonei pela newsletter dele desde a primeira que li.  Indica ótimos links, tem sempre uma dica pessoal que adoro e fala de tecnologia de uma maneira que até eu entendo. Clique aqui para assinar a newsletter do cara.

Photo Credit: eyesore9 via Compfight cc

O desaparecimento da árvore de natal

Abraço coletivo - image by mrtsantiso on flickr

Ontem, enquanto minha mãe e irmão dormiam, eu assistia um especial de comidas de natal da Nigela Lawson no GNT, tentando ao mesmo tempo acalmar Pietra (minha cadela) que enlouquecia com os fogos. Naquele momento, ao acaso, percebi que não montei árvore de natal este ano e constatei um fato:

Dou mais valor a símbolos natalinos quando estou longe da minha família. Quando estou junto de quem amo, não preciso deles. Minha família é meu símbolo de natal.

Meu natal é sempre a mesma coisa há muuuuuuuuuitos anos. Passamos o dia cozinhando, conversando, relembrando histórias do meu pai, minha avó, meu irmão que não mora no RJ… Gente querida que não está com a gente. E apesar de ser um dia de confraternização nossa, não chega a ser um dia festivo, sequer trocamos presentes e não temos o costume de ingerir álcool (bebemoramos). É um dia bom, mas nada excepcional.

Passo o dia como ajudante de cozinha da minha mãe e irmão (que este ano estava de plantão, mas à noite estava por aqui) e o único problema, que nem chega a ser um problema, é que quando chega a noite estamos tão cansados que nossa ceia (que pode ser ou não típica de um natal, tanto faz), invariavelmente é super cedo, e o sono antes da meia noite é inevitável.

Nos abraçar e agradecer a Deus por estarmos juntos e saudáveis é o ponto alto da nossa festa, todo o resto é dispensável.

Feliz Natal!


Photo Credit: mrtsantiso via Compfight cc

Oh Boy | ou… Meu mundo por um café

cena do filme Oh Boy

É fato que adoro o cinema Europeu. Tenho uma paixão especial pelo cinema francês e espanhol, mas os alemães também me pegam na curva. Isso porque aquele idioma parece “arranhar” meus ouvidos de uma maneira incômoda, mas gostosa. Consigo assistir um filme inteiro sem entender lhufas, se não tiver legendas… 🙂  E isso é um exercício até divertido, tentem!

Oh Boy é um filme de 2012, do diretor Jan Ole Gerster (ilustre desconhecido pra mim, mas gostei). Uma comédia dramática, digamos assim, pois apesar de acompanharmos de maneira quase dramática um dia (e meio?) na vida de um jovem estudante de direito em Berlim, Niko Fisher (Tom Schilling), alguns dos atropelos dele são tão surreais que chegam a ter graça. Um humor diferente, é verdade, mas humor.

Simplesmente amei sua tentativa mal sucedida ao longo de todo o filme de conseguir uma simples xícara de café e não conseguir. Seja pelo preço, pelo horário, pela coincidência da garrafa vazia… E ao mesmo tempo que falta café, sobra birita, daí já viu né?!

Niko é a personagem principal, um cara depressivo em uma Berlim a mil por hora, mas são as outras personagens que nos mostram mais dele. Como a ex colega de escola gordinha que foi alvo de bullying dele na adolescência, ou o pai ricaço que corta a mesada ao descobrir que ele está há dois anos usando o dinheiro da faculdade, sem estudar. O que ele fez nesse tempo? Pensou…

Aliás, nissso Niko é ótimo. Ele pensa muito e também é ótimo ouvinte. Uma das cenas mais bonitas do filme é uma cena onde ele no auge de um dos piores dias da sua vida é o ónico que tem saco para ouvir um idoso bêbado, que conta como uma criança entendia a guerra, ou melhor, não entendia, incomodando-se muito mais com o fato de não poder andar de bicicleta, do que com a loja do judeu que era constantemente apedrejada. Outros tempos… Diferentes da visão de hoje em dia, como bem disse Niko.

Enfim, eu gostei, mas… O filme acaba daquele jeitinho que a gente bem conhece no cinema europeu: “Ué, então é isso?!” e é… rs.

Exposição 'O Haver – Pinturas e Músicas para Vinicius' 3

RJ | Exposição ‘O Haver – Pinturas e Músicas para Vinicius’

Tive a sorte de esbarrar ao acaso, com a exposição “o Haver – Pinturas e Músicas para Vinícius“, na Caixa Cultural RJ e apaixonei, super indico!

Abertura da Exposição 'O Haver – Pinturas e Músicas para Vinicius'

A exposição que acontece até o dia 06/01/2014, de terça a domingo, das 10 às 22h, é uma homenagem a Vinicius de Moraes com desenhos e músicas de Paulinho da Viola, Toquinho, Martinho da Vila, Zeca Baleiro, Carlinhos Vergueiro, Teresa Cristina, Edvaldo Santana, Badi Assadi, Celso Viafora, Antonio Nóbrega, Chico Cesar, Gabriel O’Pensador, e Renato Teixeira. Com participação especial de Chico Buarque, lendo trechos do poema O Haver, de Vinícius de Morais, que foi ilustrado pelo artista plástico Elifas Andreato, idealizador da exposição.

Exposição 'O Haver – Pinturas e Músicas para Vinicius' - Elifas AndreatoA relação de Elifas Andreato com Vinicius se iniciou em 1975, quando o artista gráfico foi convidado a criar a arte da capa do disco Vinicius e Toquinho. Eles tornaram-se amigos. Mas não foi a amizade que tornou a realização de O Haver – Pinturas e Músicas para Vinicius de Moraes imprescindível para Elifas. O artista gráfico credita a Vinicius o privilégio de haver tido dois filhos: “Em 1975, eu já era casado mas não queria ter filhos. Para realizar a capa do disco, ouvi a música O Filho que Eu Quero Ter. Fiquei estupefato com a canção. Na primeira audição, já emocionado, descobri o quão importante seria ter filhos. Não tive como não agradecer pessoalmente a Vinicius por essa descoberta”. Pouco mais de um ano depois nasceria Bento e, em 1978, Laura. “Esse projeto é uma questão de honra para mim. Mesmo que tardio, ele serve para saldar ao menos uma parte da impagável dívida que tenho com Vinicius”. – JB online

O grande barato da exposição é que não só cada artista interage com Vinícius, através da apresentação de músicas inéditas inspiradas no poema O Haver, como cada qual teve a oportunidade de colocar a mão na massa na execução das obras em aquarela com a ajuda de Elifas Andreato. O vídeo que explica este processo é gostoso de ver.

Exposição 'O Haver – Pinturas e Músicas para Vinicius' - Toquinho

Aquarela de Toquinho em homenagem a Vinicius de Morais

E algo encantador, a exposição inclui um programa com ações educativas gratuitas que valorizam a relação das obras expostas com o visitante. Vi crianças e adultos pintando aquarelas com lápis, dedos e água, deliciosamente motivados em fazer parte da homenagem ao Poetinha.

Exposição 'O Haver – Pinturas e Músicas para Vinicius'

PS – Peço desculpas pelas imagens, sou péssima nisso, mas queria ilustrar com o meu olhar.

Serviço:

De 19/11 a 06/01/2014 – terça a domingo, das 10h às 21h.

Local: CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO | GALERIA 4

Av. Almirante Barroso, 25, Centro – Rio de Janeiro – RJ • CEP 20031-003
(Metrô: Estação Carioca). Informações: (21) 3980-3815

Agendamento de visitas mediadas em grupo: contato@tipiticultural.com

Entrada Franca – Livre Para Todos os Públicos

Permitido fotografar sem flash • Acesso para pessoas com deficiência

Ser importante

Clips "importante" - image by las - initially on flickr

A newsletter do queridíssimo Alessandro Martins, Íntimo e Careca, teve seu segundo disparo. Nela, o responsável por blogs e tumblrs que fazem parte do meu dia a dia (como o Livros e Afins e o Casas Pequenas), através de uma narrativa gostosa, dá um toque bem pessoal à difusão de links interessantes (mesmo os já conhecidos) e contação de causos pessoais.

  • Super indico a assinatura do Íntimo e Careca (clique aqui), a newsletter do Alessandro Martins.

(Eu que conheço a voz do Alessandro, aquele gostoso sotaque paranaense, em alguns momentos tenho a nítida impressão que ele está contando aqueles causos para mim. )

newsletter alessandro martins

É… Sou bobinha! Este texto me pegou de jeito e fez que eu me sentisse importante, como se ele me confidenciasse algo. Aliás, ser importante, é uma expressão que tem me feito pensar desde que assisti o Eu Maior, e quando li o Íntimo e Careca esta manhã, tive uma sensação de déjà vu.

Em seu texto Menos Celebridade, o Alê faz uma crítica à “cultura da celebridade”, a essa necessidade absurda que tantos se esforçam e sofrem para serem importantes para grandes massas. Ele simplesmente decidiu que não quer, não precisa, ser importante para muitos e conta isso de um modo bem Alessandro Martins de ser.

Bom, quem me conhece sabe que apesar de ser uma escrevinhadeira contumaz, sou antissocial, curto ser. E há muito já entendi que não preciso ser importante para muitos. E sou muito feliz por ser importante àqueles que me importam.

No mais, vou vivendo! Importante para uns, irrelevante para outros… Vou vivendo.

importante 
im.por.tan.te
adj (lat importante1 Que tem importância. 2 Que não se pode esquecer ou deixar de atender. 3 Digno de apreço, de estima, de consideração. 4 Que tem grandes créditos, que exerce notável influência. 5 Que tem muito valor ou preço notável. 6 Útil, necessário. 7 Enfatuado. sm O que há de mais interessante, de mais útil, de mais proveitoso numa pessoa ou coisa; o essencial.


Photo Credit: las – initially via Compfight cc