Meu Deus, meu único Deus…

Anjo - imagem massimo ankor no flikr

Há anos, não lembro quando comecei a orar assim, tenho duas orações que mentalizo, às vezes recito, mas sempre estão em minha mente quase como um mantra. Esta oração, que surgiu assim, do nada, foi aos poucos deixando de lado as orações convencionais, que como católica (quede certa forma ainda é um referencial), eventualmente mentalizo ou recito orações como o Pai Nosso e o Salmos 23 e 91, pois estas orações me trazem sensação de paz e conforto. É ela:

Quando saio de casa:

“Senhor Deus, meu único Deus, que cuida da minha saúde física, mental e espiritual. Cuida de mim e cuida de todos os meus. Que do jeito que eu esteja indo, eu volte como estou e reencontre meus entes queridos da mesma forma (ou melhor). Amém!”

Quando chego em casa, ou em qualquer outro momento que eu sinta necessidade de agradecer:

“Senhor Deus, meu único Deus, muito obrigada por cuidar da minha saúde física, mental e espiritual. Agradeço por estar sempre ao meu lado e também ao lado de todos os meus. Por me permitir ir e vir e, sobretudo agradecer por mim, e por eles. Amém!” 

Eu e a religião (uma convivência em conflito)

Creio em Deus, mais por necessidade e conforto, do que como profissão de fé. Estudei dez anos em colégio de freiras, sofri bullying dos próprios colegas de classe por ser interessada em religião e fé, e sobretudo questionadora quanto  a diferença entre estes dois conceitos. Sempre fui “a” questionadora em qualquer ambiente religioso que visitei.

Fiz Primeira Comunhão e Crisma aos 27 anos, num resgate espiritual que senti necessidade à época. Certa vez, em um dos muitos retiros espirituais que participei, senti uma forte vocação para o matrimônio, no entanto, não acredito e não aceito os termos de como são estabelecidos. Odeio me sentir enquadrada em qualquer regra e vivo em conflito.

Eu e Deus (independente do nome que ele receba em qualquer religião)

Só não entro conflito com minha fé em Deus. Certa vez li que a fé é Divina (seja lá qual for sua fé), a religião é humana, criada por e para o homens. Respeito. Até os que não crêem. Direito é direito.

Hoje, sigo com meu jeito incomum de levar minha espiritualidade. Curiosa, observadora, crítica, mas… Ao sair e chegar em paz no conforto do meu lar, minha oração é sagrada. Para mim é…

A Oração que Deus entendia

“No ano de 1502, durante a conquista da América, um missionário espanhol visitava uma ilha perto do México, quando encontrou três sacerdotes astecas.

“Como vocês rezam?”, perguntou o padre.

“Temos apenas uma oração”, respondeu um dos astecas. “Dizemos: “ ó meu Deus, Tu és três, e nós somos três. Tende piedade de nós”.

“É uma bela oração, mas Deus não entende estas palavras. Vou ensinar-lhes uma oração que Deus escuta”.

E antes de seguir seu caminho, fez com que os astecas decorassem uma oração católica.

O missionário evangelizou vários povos, e cumpriu sua missão com um zelo exemplar. Depois de muito tempo pregando a palavra da Igreja na América, chegou o momento de retornar à Espanha.

No caminho de volta, passou pela mesma ilha onde estivera alguns anos antes. Quando a caravela se aproximava, o padre viu os três sacerdotes, caminhando sobre as águas, e fazendo sinal para que a caravela parasse.

“Padre! Padre!”, gritava um deles. “Por favor, torna a nos ensinar a oração que Deus escuta, porque não conseguimos lembrar!”

“Não importa”, respondeu o missionário, ao ver o milagre. E pediu perdão à Deus, por não haver entendido que Ele falava todas as línguas.”

*Texto de Paulo Coelho


Photo Credit: massimo ankor via Compfight cc

Antidepressivos x Libido

Libido x depressão / imagem Mysantropia no flickr

Importante! Algo muito comum no tratamento da depressão à base de medicamentos antidepresssivos e ansiolíticos é a queda da libido. Perde-se, ou limita-se a um mínimo o desejo pelo sexo ou até mesmo pela masturbação. Se você está nessa, entenda, seu parceiro(a) não ficou desinteressante de repente e nem você ficou frígido(a), a medicação para a depressão e ansiedade tem seu lado tarja preta também.

Alguns componentes químicos que compõem as famosas pílulas da felicidade (fluoxetinas, sertralinas, clomipraminas, clonazepans, bromazepans e muitos outros), estimulam agindo diretamente no nosso cérebro, em áreas que nos proporcionam prazer.

Ou seja, a gente não sorri à toa, foi estimulado a isso. Justamente os elementos químicos existentes nessas pilulinhas que nos induzem à cura, infelizmente também nos deixam num relax erótico que,  vai por mim, entrar de férias sexuais não é incomum. Justamente quando tudo o que a gente quer é voltar à vida normal…

No entanto, passado aquele primeiro momento que nos derruba na cama para depois levantar,  sempre me recusei a deixar minha libido escoar pelo ralo (estou em meu terceiro quadro depressivo dos últimos 20 anos, a gente sobrevive e aprende…) Felizmente sou um ser agraciado por um desejo sexual incomum e mesmo não sendo “a” gostosa, opções nunca me faltam e acabo chegando “lá”. Às vezes só e às vezes acompanhada.

Mais que conectar os cinco sentidos (por favor, se você, mesmo sem depressão tem problemas para chegar ao orgasmo, tente isso), estratégia que uso sempre, minha imaginação também precisa estar a mil para a coisa pegar no tranco… rs.

Percebi que tenho algumas artimanhas para não me tornar um ser assexuado (não que isso seja mau, se lhe convém) e resolvi compartilhar.

  • Literatura erótica de boa qualidade, com bom enredo, principalmente para as mulheres pode ajudar a entrar no clima aos poucos, assistir filmes onde o erotismo não é estrela,  mas mesmo em segundo plano acontece…. Também ajudam.
  • Com a libido em baixa, não dispense oportunidades. Se conseguir sair de casa (sim, pois se o quadro for de agorafobia, complica), sempre dê um jeito de estar junto de quem gosta, nem que seja para um carinho, mãos dadas durante um café, estar só, só ajuda a complicar..
  • Durante o banho, ou enquanto passa os cremes em seu corpo, mesmo só, acaricie-se. Se puder, faça isso diante do espelho (independente de kgs a mais ou a menos, pois depressão não mexe só com a nossa alma, mas o nosso corpo também) A carícia (mesmo a autocarícia) estimula a autoestima. Recuperar este sentimento é essencial no processo de cura. Gostar-se é fundamental.
  • No meu caso, que estou solteira, estar em contato com parceiros  sexuais  que já fazem parte da minha vida, sobretudo como amigos que conhecem um pouco da minha história, é importante. Se rolar algum curto circuito, se o lance não conectar, pagar “de samambaia”  (que só serve para a decoração) com quem te ama, respeita e tem carinho por você, é muito mais fácil.
  • Compartilhe fantasias sexuais com seu parceiro, ajudam muito. Nossa principal zona erógena é o cérebro.
  • Evite ousar coisas muito hardcore, apesar dessa ideia excitar muito e tal… No fim das contas, acaba sendo o feijão com arroz com quem se gosta, que  seduz e ajuda a um momento gostoso.

Queria poder ajudar mais, no entanto cada um é cada um.

Converse com o seu médico, caso a medicação esteja te transformando numa minhoca… rs. É possível mudar as doses aqui e ali, trocar remédios.

Apenas peço, por favor, não desistam do sexo, mesmo o sexo solitário (masturbação). Eis uma das atividades mais prazerosas e capazes de liberar tanta endorfina, que posso garantir, como o tempo e a melhora do quadro depressivo, o desejo volta.

Ainda bem!!!


Photo Credit: Mysantropia via Compfight cc

A paixão por SP e o amor pelo RJ

Calcadas de Sao Paulo e Rio de Janeiro

Calcadas de Sao Paulo e Rio de Janeiro

E eu, a carioca mais desnaturada que conheço, me vi de olhos cheios d’água pesquisando por símbolos/monumentos que representam RJ e SP.

Amo as duas cidades, mas perceber que quase todas as belezas do RJ são como uma ilha cercada de verde e mar de qualquer ângulo que se veja e as belezas de Sampa são rodeadas de concreto, mas que ao mesmo tempo há tanta vida pulsando por lá, me emocionou.

Sampa, apesar de eu não viver mais lá foi a cidade pela qual me apaixonei, o Rio é como uma mãe carinhosa que, tal qual o Cristo Redentor, me espera sempre de braços abertos com todas as suas belezas.

Amo as duas!