A Invisível | Die Unsichtbare | Cracks in The Shell

Cracks_in_the_Shell-2011 / poster
Como boa ansiosa, não aguentei até dia 7 de agosto para assistir no festival de cinema alemão do Cine Jóia em parceria com o Instituto Goethe. Dica do meu amigo Marcos (melhor dizer que a dica foi dele antes de levar puxão de orelha… rs). Achei um torrent legal e assisti sem legendas em português, mas felizmente a que encontrei em inglês deu para entender super bem.

Filme antigo já, de 2011. A Invisível, tradução literal do título original, Die Unsichtbare, é um filme bom. Particularmente, acho que o título  em inglês, Cracks in the Shell, é mais sugestivo  (algo como “Rachaduras na casca/escudo”). E é bem isso…

Lembra um pouco Black Swan, questionando os limites da busca da perfeição artística de uma obra durante um processo criativo (neste caso uma peça) em uma mente já perturbada.

Filme para não assistir deprimido.

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La Belle et la Bête | Léa Seydoux e Vincent Cassel dando show

Me apedrejem, preguem na cruz, façam o que quiserem, mas… Continuo fã de A Bela e a Fera. Ao longo da vida já assisti tantas versões que nem sei. A mais famosa é a da Disney, que chegou a concorrer ao Oscar de melhor filme, mas se contentou com melhor música.

Neste post, comentarei sobre uma nova versão que está dando o que falar pela beleza, efeitos especiais e fidelidade à obra original.

poster do filme la belle et la bete

Esta versão de 2014 que acabo de assistir é com Vincent Cassel (Black Swan) e Léa Seydoux (LaVie d`Adele, ou Azul é a cor mais quente como é mais conhecido por aqui). E não foge da história original já vista e revista em outras versões, exceto a da Disney. Eles estão sexies, mas… Não poderiamos esperar menos dos dois, me apaixonaria por ambos. Mas não se empolgue, diferente da imagem abaixo, a cena mais sexy do filme, não acontece… rs.

vincent cassel e léa seydoux - la belle et la bête

De todas as heroínas de contos de fada, Belle é a que mais me encanta, pois apesar do medo, troca o prometido calvário do pai, “uma vida por uma rosa”, pelo seu próprio (complexo de mártir, vá…). No entanto, no fundo, bem no fundo, mais que altruísmo e amor à família, Belle é uma curiosa aventureira, que se joga num precipício sem saber o que a espera embaixo, até porque ser mulher na França do século XIX devia ser um saco, com tanta futilidade.

belle chegando ao castelo da fera

A questão, é que ao mergulhar no desconhecido, Belle conhece la Bête, a Fera, e o convívio, como de todo casal, começa pisando em ovos, mas termina na aceitação do outro como realmente é. Ela usando seu poder de sedução como barganha para conseguir o que quer, “uma dança por uma visita à família”. E vai tomando cada acontecimento como  lição e, num momento crucial da trama, faz a diferença o desapego ao que deixa para trás, em nome do desconhecido, potencialmente cruel, mas real amor.

barganha uma dança com a fera por uma visita à família

Belle não idealiza o amor pela Fera, pois ela apaixona-se pelo seu todo, inclusive o seu pior. É um amor real, não um amor de “… e viveram felizes para sempre”. Ele com todos os seus defeitos, ela com todos os seus caprichos de filha caçula. Nem sempre as coisas acontecem de maneira tão doce e natural.

belle em fuga da fera

Para Belle e a Fera, principalmente neste filme, o final feliz não mora num castelo encantado, com uma côrte a seu dispor, mas numa vida lindamente comum. Muito mais verossímil. Eu amei.