Abdicando da maternidade compulsória

mamãe e bebê / https://facebeth.files.wordpress.com/2014/08/imagem-panayiotis-filippou-flickr

Não sou mãe, decidi não ser, não tentar. Sou taxada de egoísta por alguns, de infantil por outros, eventualmente  corajosa por admitir este desejo. À beira dos 44 anos, é provável que se uma gravidez acontecesse eu não interromperia, mas… Minha vida, que já não tem eira e nem beira viraria pelo avesso.

Não quero isso.

Achei interessante o relato dessa mãe – segue link do texto abaixo – que aceitou que o filho vivesse com o pai e levanta vários questionamentos sobre essa “maternidade compulsória” que a sociedade teima em nos exigir.

Vale refletir…

“Para sermos completas, temos de ser mães. É o que chamo de maternidade compulsória. Além de mãe, temos de ser perfeitas. Cabe a nós dar conta de absolutamente tudo: da casa, do trabalho, de cuidar do marido e do corpo. Ainda temos de fazer com que nossos filhos sejam mais inteligentes que os dos outros. Será que precisamos mesmo dar conta de tudo? Queremos mesmo fazer tudo isso?

Muita gente fica chocada quando digo que não pretendo ter mais filhos. Queria muito ser mãe. Fui mãe. Para mim, bastou. Fiquei mal-humorada os nove meses de gestação, me sentia indisposta. Só que as mulheres não podem falar sobre isso. Você tem de ser uma grávida linda, plena, adorar as modificações em seu corpo.

Minha decisão de permitir que João more com o pai não significa de forma alguma que queira me desfazer de meu filho. Não sou uma mãe desnaturada, não estou louca nem quero férias – ainda que muitos achem que esses são os motivos reais. Muitos conhecidos entendem a decisão e até admiram. Mas críticas também apareceram. As reações vão de “nossa, mas que coragem!” – algo que já denuncia uma reprovação sutil à ideia – a manifestações mais elaboradas de censura.

Leia mais: Revista Época

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Você usa o SUS? | Sistema Único de Saúde

10 coisas sobre o SUS

Eu uso o SUS, e sim, ele não é perfeito, mas tem me servido dentro do possível.

Moro no RJ, tenho 3 consultas com clínico geral por ano, recebo os remédios na Clínica da Família, tenho consulta com nutricionista a cada 3 meses, exame preventivo ginecológico anual, palestras de métodos e controle de natalidade, 2 baterias de exames laboratoriais completos, inclusive os hormonais (T3, T4, TSH) e enzimas hepáticas (TGO, TGP e outros), já que há uns 13 anos atrás eu tive problemas hepáticos. Ultrassom, tratamento dentário básico, eletro e ecocardiograma.E isso porque citei apenas os serviços que fiz ou faço uso.

Graças a exames de prevenção descobri cedo e trato, de graça ou a preços bem populares, doenças como hipertensão, obesidade, esteatose hepática, ceratocone (que posso vir a precisar de transplante de córnea), depressão… Vivo em controle sempre.

Óbvio que algumas especialidades tem poucos profissionais, demoram um pouco mais que outras para receber atendimento, mas não sei se é porque pego no pé (sim, sou persistente e chata), eu consigo tudo o que preciso. Até mesmo médico em casa tive quando necessitei.

Realmente, a falta principal é de mais médicos especialistas (neurologistas, psiquiatras, ortopedistas, cardiologistas…) que deveriam ter em cada Clínica da Família ou Postos de Saúde. Hospitais com mais leitos e equipados… Ainda falta muita coisa, mas melhorou bem nos últimos dez anos.

Cobrar um SUS melhor é não só um direito, como necessário. Pagamos nossos impostos. No entanto, reconhecer tais melhorias não dói.

Prevenir é melhor que remediar, este deveria ser o lema, mas ainda não é. Como sou otimista, espero que um dia seja.

Visite o Portal da Saúdewww.portalsaude.saude.gov.br – e saia fuxicando sobre os seus direitos.