Cadeirinha

Só por hoje quero compartilhar esse texto lindo da Gabi Bianco, cheio de metáforas profundas, doces e rascantes, dilacerantes… Este texto me fez pensar sobre as “cadeiras”, lindas, mas sem serventia, que temos em nossas vidas. Troque a palavra cadeira por qualquer outra como: pessoa, coisa, atitude negativa/depreciativa… E verá como nenhum de nós necessita ter algo sem função na própria história. (Sim, o texto também é para mim, li, reli, e achei importantíssimo repostar).

Gabi Bianco

Dêem play na música antes de ler. Vai ser legal.

Toda semana eu vou à terapia e presto atenção no consultório ao lado do qual eu sou atendida. Através da porta vejo uma poltrona estampada e, ao lado dela, uma cadeirinha em miniatura. É uma cadeirinha de madeira, simples, porém muito pequena para que alguém se sente, mesmo uma criança, e muito grande para ser colocada sobre uma mesa como decoração.

Certas vezes há uma caixa de lenços de papel sobre a cadeirinha, noutras ela está vazia, e essa semana havia um pequeno vaso de plantas sobre ela. O que nunca vi é alguém sentado na cadeira. É um cadeira que não foi e nem será usada para a função para a qual foi criada, a menos que um elfo ou gnomo resolva sentar-se ali. É uma cadeira-mesinha, cadeira-banquinho, cadeira-suporte, cadeira-enfeite. Só não é uma cadeira-cadeira. E que triste ser…

Ver o post original 149 mais palavras

Anúncios

Comente.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s