Rudderless, pais e afins

Acabei de assistir Rudderless (em uma tradução livre seria algo como “sem leme”, tudo a ver com o filme). Rudderless - o filme Já devo em algum momento ter comentado a minha paixão por musicais. Pois bem, este me transformou em gelatina. Porque não só tem uma trilha sonora muito legal, como trata do relacionamento entre pai e filho, estabelecido  através da sua música (do filho), numa busca desesperada de conhecê-lo e entendê-lo após sua morte trágica.

Não digo mais, pois seria spoiler, e o filme tem uma condução tão perfeita que vale ser visto!

Enquanto assistia o filme, lembrei que sou orfã de um pai super presente enquanto esteve entre nós, que morreu aos 46 anos, e desde os 9 anos venho conhecendo um cara que além de ser extremamente trabalhador, inteligente e autodidata, ainda vivo, teve a chance de me apresentar sua paixão pelos livros, música clássica e pela vida. (Valeu, paizinho!)

No entanto, nem que eu tivesse memória fotográfica lembraria de tudo sobre o meu pai, não mesmo. Mesmo hoje aos 44 anos, tenho o prazer de descobrir vícios e virtudes de um homem que muito mais que um símbolo, foi um cara real, legal, que eu gostaria muito de ter conhecido.

E se ainda hoje, eu percebo muito do meu pai em mim, através de atitudes excêntricas (desde a compulsão por trabalho, até a extrema concepção de liberdade sexual), quem dirá se eu tivesse algum registro escrito, falado, para me ajudar a entender como este cara partiu tão cedo.

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