No meio do labirinto…

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Imagem: Lucia Freitas

“Labirintite é um termo impróprio, mas comumente usado, para designar uma afecção que pode comprometer tanto o equilíbrio quanto a audição, porque afeta o labirinto, estrutura do ouvido interno constituída pela cóclea (responsável pela audição) e pelo vestíbulo (responsável pelo equilíbrio).

(…)

Níveis aumentados de colesterol, triglicérides e ácido úrico podem acarretar alterações dentro das artérias, que reduzem a quantidade de sangue circulando nas áreas do cérebro e do labirinto.

São considerados fatores de risco para a labirintite:

– hipoglicemia,
– diabetes,
– hipertensão,
– otites,
– uso de álcool,
– fumo,
– café,
– certos medicamentos (entre eles, alguns antibióticos, anti-inflamatórios…),
– estresse e ansiedade.

Os sintomas vão desde tonturas e vertigens associadas ou não a náuseas, vômitos, sudorese, alterações gastrintestinais, perda de audição, desequilíbrio… E mesmo zumbidos e audição diminuída são característicos da labirintite.

Há também a vertigem rotatória clássica. Uma sensação de que o ambiente gira ao redor do corpo, ou que este roda em relação ao ambiente.

Na tontura, a sensação é de desequilíbrio, instabilidade, de pisar no vazio, de queda. (…)”

Ou seja, difícil hein?! Diagnóstico discutível, causas imprecisas, sintomas variados… A única verdade: quem tem uma crise de labirintite sabe o que é. Quem nunca teve, não imagina…

E o pior, muitas vezes a crise é psicossomática, e pode estar mascarando alguma outra doença de fundo emocional, e aparece como um grito de:  “Vai se cuidar!”

E como passei por isso, resolvi compartilhar informações. Mais que indicar remédios e tratamento (para isso indico procurar um médico), acho interessante propor uma mudança de estilo de vida.

Tais como:

– Evite ingerir álcool. Se beber, faça-o com muita moderação;
– Não fume;
– Controle os níveis de colesterol, triglicérides e a glicemia;
– Opte por uma dieta saudável que ajude a manter o peso adequado e equilibrado;
– Não deixe grandes intervalos entre uma refeição e outra;
– Pratique atividade física;
– Ingira bastante líquido;
– Recuse as bebidas gaseificadas que contêm quinino;
– Procure administrar, da melhor forma possível, as crises de ansiedade e o estresse;

Importante: não dirija durante as crises ou sob o efeito de remédios para tratamento da labirintite.”

Fonte: http://drauziovarella.com.br/letras/l/labirintite/

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A vida é uma biografia não autorizada

“Por isso parei de falar de livros e passei a falar da vida” – Alessandro Wainer / Autor da Newsletter: Íntimos e Carecas

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E eu, que tantas vezes me escondi das pessoas em minhas citações literárias, arrotando uma suposta erudição. Me afastava do outro com essa arrogância, muito mais do que os aproximava com o conhecimento.

(Sim, por muitos anos meus verdadeiros amigos foram os livros, por timidez ou medo da realidade, só sei que estes raras vezes me decepcionaram.)

Como o Alessandro, também demorei a “aprender” a ler de verdade, a saborear leituras, a degustar palavras e, sobretudo a ter real prazer pelo que foi lido.

Hoje leio para mim (e só para mim) o que gosto, o que interessa, o que me traz curiosidade… E leio muito menos do que poderia, e com muito mais vontade do que imaginaria.

É como ler, além do papel, a vida e as pessoas. Leio, o que leio, porque sinto prazer com isso. Vivo, como vivo, porque sou a autora e protagonista da minha história.

(Taí, talvez este seja o melhor motivo. Perceber que somos autores das nossas vidas.)