Nada Tanto Assim | Kid Abelha

Só tenho tempo pras manchetes no metrô 
E o que acontece na novela 
Alguém me conta no corredor 
Escolho os filmes que eu não vejo no elevador 
Pelas estrelas que eu encontro 
Na crítica do leitor
Eu tenho pressa 
E tanta coisa me interessa 
Mas nada tanto assim

Eu tenho pressa 
E tanta coisa me interessa 
Mas nada tanto assim 
Só me concentro em apostilas
Coisa tão normal 
Leio os roteiros de viagem 
Enquanto rola o comercial
Conheço quase o mundo inteiro por cartão postal 
Eu sei de quase tudo um pouco e quase tudo mal

Eu tenho pressa 
E tanta coisa me interessa 
Mas nada tanto assim
Eu tenho pressa 
E tanta coisa me interessa

Composição: Bruno Fortunato / Leoni

Arrival | Muito além do Estilo Sci-Fi

Só recentemente assisti o filme Arrival (A Chegada). E o que dizer… Caramba!

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Terminei de assistir o filme leve, reflexiva, fascinada, emocionada e fazendo um enorme contraponto com as nossas vidas. Sobre o tempo (num sentido não linear), a dificuldade humana de se comunicar (entre si, entre os povos, entre e sobre o que se conhece e desconhece), mas sobretudo… Sobre o que realmente vale a pena ser vivido, falado, compartilhado e seus porquês, a ponto de influenciar ou mudar a vida de cada um.

Não quero falar muito, mesmo com o filme já tendo passado a tanto tempo, resolvi compartilhar a crítica de Otávio Ugá, o cara do Canal do Youtube Super8.

Deixe seus comentários. Vou amar!

PS. Amo a maneira simples e clara que o Otávio comenta os filmes, portanto, se você também gostar, inscreva-se no canal e não deixa de curtir o vídeo. Indico a ótima crítica do Live Action de A Bela e a Fera, me acabei de rir, mas super faz sentido suas considerações.

A vida é uma biografia não autorizada

“Por isso parei de falar de livros e passei a falar da vida” – Alessandro Wainer / Autor da Newsletter: Íntimos e Carecas

  • Para ler o texto sobre o trecho mencionado, clique aqui.
  • Para assinar a newsletter Íntimos e Carecas, de Alessandro Wainer, clique aqui

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E eu, que tantas vezes me escondi das pessoas em minhas citações literárias, arrotando uma suposta erudição. Me afastava do outro com essa arrogância, muito mais do que os aproximava com o conhecimento.

(Sim, por muitos anos meus verdadeiros amigos foram os livros, por timidez ou medo da realidade, só sei que estes raras vezes me decepcionaram.)

Como o Alessandro, também demorei a “aprender” a ler de verdade, a saborear leituras, a degustar palavras e, sobretudo a ter real prazer pelo que foi lido.

Hoje leio para mim (e só para mim) o que gosto, o que interessa, o que me traz curiosidade… E leio muito menos do que poderia, e com muito mais vontade do que imaginaria.

É como ler, além do papel, a vida e as pessoas. Leio, o que leio, porque sinto prazer com isso. Vivo, como vivo, porque sou a autora e protagonista da minha história.

(Taí, talvez este seja o melhor motivo. Perceber que somos autores das nossas vidas.)

Comentando | Quatro de Veronica Roth e Grey de E. L. James

Esses tempos estou na onda de ler continuações de livros que se bastavam (Por que continuação, por quê? Me fez lembrar do mal humorado escritor de A Culpa é das Estrelas… rs). Ou histórias que se apresentam como um outro ponto de vista às protagonistas, e se transformarm em livros.

Four – A Divergent Collection, de Veronica Roth

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Este fim de semana li o (mini livro, conto?) Four – A Divergent Collection, de Veronica Roth, um spin off da série Divergente, baseado no olhar, nas memórias de Four, inclusive com cenas que não vimos nos outros livros da coleção.

Até gostei de Four, e muito, talvez por ter simpatia pela personagem, por ter viajado um pouco mais e entendido seus quatro medos, pela dinâmica do enredo… No entanto, fica uma sensação de: “Será que o livro/conto realmente acrescenta algo a saga ou não passa de apelo editorial?” Sei lá… Lerei os outros, depois faço update.

Grey, de E. L. James

No momento estou lendo Grey, de E. L. James (Fifty Shades of Grey). Este sim livro de quatrocentas e muitas páginas, repeteco da história original sob o ponto de vista de Mr. Grey.

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Curiosamente, Grey, ainda que eu também veja como desnecessário, o livro tem uma narrativa mais fluida e interessante que o original. E me faz pensar que ou a autora que amadureceu um pouco seu estilo e está escrevendo um tiquinho melhor ou…

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Realmente acredita que mulheres virgens de 21 anos são esquizofrênicas e conversam com deusas interiores, e milionários esquisitões traumatizados (e que apaixonados se tornam stalkers ou co-dependentes) pensam mais, falam menos, mas… Sobretudo agem!

Jojo Moyes | Como Eu Era Antes de Voce e Depois de Voce

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Como Eu Era Antes de Você

Este trailer me fez ler um livro (Me Before You – Jojo Moyes) por 18h direto, ou quase. Dormi apenas umas quatro horas, mais ou menos, mas amei.

Aliás, vários temas complicados de abordar sutilmente (adultescentes, traumas, gravidez não planejada…), sobretudo o direito de escolha do próprio indivíduo sobre continuar ou não vivendo sob uma situação limitadora e extrema.

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Chorei litros, mas independente de julgamentos ou qualidades literárias, terminei a leitura com o coração cheio de esperanças.

E não falo de romances, mas de escolhas, timming, consequencias… É, como diz o ditado, na vida só não tem jeito para a morte.

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Depois de Você

Conforme indicado pelas amigas, li a continuação do livro anteriormente citado. Depois de Você (After You, de Jojo Moyes), obviamente começa um tempo depois da escolha de Will e mostra as consequências do ato, na vida dos que o amavam. Como cada um seguiu adiante.

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Fala de outro tema tabu. O luto, e como cada um de nós lida com ele. O período incerto, o sofrimento, a cobrança social…

Lógico que o livro trata mais do que isso. Fala das surpresas que a vida traz. As boas e as ruins. Das boas que podem ser ruins (em determinado momento). Das ruins que podem ser boas.

Enfim, nunca vi tanta vida em dois livros que falam de morte. E agradeço ao acaso ter me apresentado aquele trailer de filme neste momento.

Dizem que não existe livro bom ou ruim, mas livros certos para determinados momentos. Creio que aprendi um pouco mais de vida, nestes livros que falam de morte e luto,escolhas e responsabilidades, vida e qualidade de vida e, sobretudo: amor.