Arrival | Muito além do Estilo Sci-Fi

Só recentemente assisti o filme Arrival (A Chegada). E o que dizer… Caramba!

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Terminei de assistir o filme leve, reflexiva, fascinada, emocionada e fazendo um enorme contraponto com as nossas vidas. Sobre o tempo (num sentido não linear), a dificuldade humana de se comunicar (entre si, entre os povos, entre e sobre o que se conhece e desconhece), mas sobretudo… Sobre o que realmente vale a pena ser vivido, falado, compartilhado e seus porquês, a ponto de influenciar ou mudar a vida de cada um.

Não quero falar muito, mesmo com o filme já tendo passado a tanto tempo, resolvi compartilhar a crítica de Otávio Ugá, o cara do Canal do Youtube Super8.

Deixe seus comentários. Vou amar!

PS. Amo a maneira simples e clara que o Otávio comenta os filmes, portanto, se você também gostar, inscreva-se no canal e não deixa de curtir o vídeo. Indico a ótima crítica do Live Action de A Bela e a Fera, me acabei de rir, mas super faz sentido suas considerações.

Oh Boy | ou… Meu mundo por um café

cena do filme Oh Boy

É fato que adoro o cinema Europeu. Tenho uma paixão especial pelo cinema francês e espanhol, mas os alemães também me pegam na curva. Isso porque aquele idioma parece “arranhar” meus ouvidos de uma maneira incômoda, mas gostosa. Consigo assistir um filme inteiro sem entender lhufas, se não tiver legendas… 🙂  E isso é um exercício até divertido, tentem!

Oh Boy é um filme de 2012, do diretor Jan Ole Gerster (ilustre desconhecido pra mim, mas gostei). Uma comédia dramática, digamos assim, pois apesar de acompanharmos de maneira quase dramática um dia (e meio?) na vida de um jovem estudante de direito em Berlim, Niko Fisher (Tom Schilling), alguns dos atropelos dele são tão surreais que chegam a ter graça. Um humor diferente, é verdade, mas humor.

Simplesmente amei sua tentativa mal sucedida ao longo de todo o filme de conseguir uma simples xícara de café e não conseguir. Seja pelo preço, pelo horário, pela coincidência da garrafa vazia… E ao mesmo tempo que falta café, sobra birita, daí já viu né?!

Niko é a personagem principal, um cara depressivo em uma Berlim a mil por hora, mas são as outras personagens que nos mostram mais dele. Como a ex colega de escola gordinha que foi alvo de bullying dele na adolescência, ou o pai ricaço que corta a mesada ao descobrir que ele está há dois anos usando o dinheiro da faculdade, sem estudar. O que ele fez nesse tempo? Pensou…

Aliás, nissso Niko é ótimo. Ele pensa muito e também é ótimo ouvinte. Uma das cenas mais bonitas do filme é uma cena onde ele no auge de um dos piores dias da sua vida é o ónico que tem saco para ouvir um idoso bêbado, que conta como uma criança entendia a guerra, ou melhor, não entendia, incomodando-se muito mais com o fato de não poder andar de bicicleta, do que com a loja do judeu que era constantemente apedrejada. Outros tempos… Diferentes da visão de hoje em dia, como bem disse Niko.

Enfim, eu gostei, mas… O filme acaba daquele jeitinho que a gente bem conhece no cinema europeu: “Ué, então é isso?!” e é… rs.