Arrival | Muito além do Estilo Sci-Fi

Só recentemente assisti o filme Arrival (A Chegada). E o que dizer… Caramba!

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Terminei de assistir o filme leve, reflexiva, fascinada, emocionada e fazendo um enorme contraponto com as nossas vidas. Sobre o tempo (num sentido não linear), a dificuldade humana de se comunicar (entre si, entre os povos, entre e sobre o que se conhece e desconhece), mas sobretudo… Sobre o que realmente vale a pena ser vivido, falado, compartilhado e seus porquês, a ponto de influenciar ou mudar a vida de cada um.

Não quero falar muito, mesmo com o filme já tendo passado a tanto tempo, resolvi compartilhar a crítica de Otávio Ugá, o cara do Canal do Youtube Super8.

Deixe seus comentários. Vou amar!

PS. Amo a maneira simples e clara que o Otávio comenta os filmes, portanto, se você também gostar, inscreva-se no canal e não deixa de curtir o vídeo. Indico a ótima crítica do Live Action de A Bela e a Fera, me acabei de rir, mas super faz sentido suas considerações.

Jojo Moyes | Como Eu Era Antes de Voce e Depois de Voce

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Como Eu Era Antes de Você

Este trailer me fez ler um livro (Me Before You – Jojo Moyes) por 18h direto, ou quase. Dormi apenas umas quatro horas, mais ou menos, mas amei.

Aliás, vários temas complicados de abordar sutilmente (adultescentes, traumas, gravidez não planejada…), sobretudo o direito de escolha do próprio indivíduo sobre continuar ou não vivendo sob uma situação limitadora e extrema.

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Chorei litros, mas independente de julgamentos ou qualidades literárias, terminei a leitura com o coração cheio de esperanças.

E não falo de romances, mas de escolhas, timming, consequencias… É, como diz o ditado, na vida só não tem jeito para a morte.

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Depois de Você

Conforme indicado pelas amigas, li a continuação do livro anteriormente citado. Depois de Você (After You, de Jojo Moyes), obviamente começa um tempo depois da escolha de Will e mostra as consequências do ato, na vida dos que o amavam. Como cada um seguiu adiante.

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Fala de outro tema tabu. O luto, e como cada um de nós lida com ele. O período incerto, o sofrimento, a cobrança social…

Lógico que o livro trata mais do que isso. Fala das surpresas que a vida traz. As boas e as ruins. Das boas que podem ser ruins (em determinado momento). Das ruins que podem ser boas.

Enfim, nunca vi tanta vida em dois livros que falam de morte. E agradeço ao acaso ter me apresentado aquele trailer de filme neste momento.

Dizem que não existe livro bom ou ruim, mas livros certos para determinados momentos. Creio que aprendi um pouco mais de vida, nestes livros que falam de morte e luto,escolhas e responsabilidades, vida e qualidade de vida e, sobretudo: amor.

50 Tons de como Contar um Romance sem Cores

Escrevo este post ouvindo a trilha sonora de 50 tons de cinza, aliás, acho que o grande sucesso da autora do livro que virou filme, foi inventar um título, mais interessante que a própria trilogia, que o nome do protagonista, ou mesmo da cor de suas gravatas e uniforme de suas secretárias.

Beijo - 50 tons de cinza - filme

O primeiro filme sobre a trilogia dos 50 tons (de cinza; mais escuros; e de esperança), dizem que causou um desconforto entre roteirista, diretora e autora original, E. L. James, por que o filme, apesar da pegada safada, ou justamente por isso, nos poupa dos pensamentos infantis de uma ingênua formanda universitária, Anastácia, e do tom stalker/sociopata/dominador, Christian.

Ou seja, o filme entretém (com sorrisos e até sensações mais excitantes) sem agredir nossa inteligência.

O que mais me incomodou na trilogia (sim, depois de ver o filme fiz questão de ler os outros dois que não havia lido anteriormente), foi a falta de unidade entre os três livros. Sem spoilers, estou curiosa, como  Hollywood conseguirá manter o clima sexy entre tanta ação e aventura.

A Anastácia pré defloramento é uma mocinha chata, desengonçada, mas feliz com seus livros e amigos abusados e abusivos. Já a Anastácia que vem por aí (50 tons mais escuros e 50 tons de esperança) traz surpresas como uma fortaleza independente, expert inclusive no manuseio de armas de fogo.

O que quero dizer realmente, é que quem leu o primeiro livro, viu um outro filme sobre ele. E quem não viu, saiu no lucro, pois a pegada do Jammie Dornan me deixou sem ar, e apertando as coxas, de vez em quando, se é que vocês me entendem…

Hollywood fez um trabalho interessante, oferecendo para nós um romance para ver juntinho do namorado/marido, ao invés de drama e chibatadas, podendo inspirar corpos e mentes necessitados de algo mais “caliente”

Eu que amo trilhas sonoras, achei que a do filme funcionou super bem em seu contexto, e até indico ter em sua playlist.

Tracklist:

00:00 – Annie Lennox – I Put A Spell On You
02:53 – Laura Welsh – Undiscovered
05:17 – The Weeknd – Earned It (Fifty Shades Of Grey)
08:45 – Jessie Ware – Meet Me In The Middle
13:00 – Ellie Goulding – Love Me Like You Do
16:25 – Beyonce – Haunted (Michael Diamond Remix)
20:40 – Sia – Salted Wound
24:22 – The Rolling Stones – Beast Of Burden (Remastered)
27:17 – AWOLNATION – I’m On Fire
29:25 – Beyonce – Crazy In Love (2014 Remix)
32:33 – Frank Sinatra – Witchcraft (2000 Remaster)
34:57 – Vaults – One Last Night
37:41 – The Weeknd – Where You Belong
41:49 – Skylar Grey – I Know You
45:55 – Danny Elfman – Ana And Christian
48:47 – Danny Elfman – Did That Hurt?

Rudderless, pais e afins

Acabei de assistir Rudderless (em uma tradução livre seria algo como “sem leme”, tudo a ver com o filme). Rudderless - o filme Já devo em algum momento ter comentado a minha paixão por musicais. Pois bem, este me transformou em gelatina. Porque não só tem uma trilha sonora muito legal, como trata do relacionamento entre pai e filho, estabelecido  através da sua música (do filho), numa busca desesperada de conhecê-lo e entendê-lo após sua morte trágica.

Não digo mais, pois seria spoiler, e o filme tem uma condução tão perfeita que vale ser visto!

Enquanto assistia o filme, lembrei que sou orfã de um pai super presente enquanto esteve entre nós, que morreu aos 46 anos, e desde os 9 anos venho conhecendo um cara que além de ser extremamente trabalhador, inteligente e autodidata, ainda vivo, teve a chance de me apresentar sua paixão pelos livros, música clássica e pela vida. (Valeu, paizinho!)

No entanto, nem que eu tivesse memória fotográfica lembraria de tudo sobre o meu pai, não mesmo. Mesmo hoje aos 44 anos, tenho o prazer de descobrir vícios e virtudes de um homem que muito mais que um símbolo, foi um cara real, legal, que eu gostaria muito de ter conhecido.

E se ainda hoje, eu percebo muito do meu pai em mim, através de atitudes excêntricas (desde a compulsão por trabalho, até a extrema concepção de liberdade sexual), quem dirá se eu tivesse algum registro escrito, falado, para me ajudar a entender como este cara partiu tão cedo.

Mesmo se nada der certo | Begin Again

Cena do filme Begin Again, Mesmo se nada der certo
Ontem tive uma baita insônia. Li um pouco, vi TV, não aguentando mais o ócio, resolvi assistir um filme que sequer sabia a história (tenho feito muito isso e tido gratas surpresas). E este filme me fez pensar… Quem nunca precisou de uma segunda chance?

O filme Mesmo se Nada Der Certo, Begin Again, como o próprio nome diz, tem uma pegada que oscila up/down – down/up, mostrando que de altos e baixos a vida de todos nós está repleta, mas acreditando de verdade que fazemos o que amamos (er… nem sem, mas…) a vida conspira em nosso favor.

Mark Ruffalo, sensacional, e Keira Knightley sempre iluminando seus filmes com aquela gargalhada gostosa que só ela tem.

Trilha sonora meio indie, gracinha, com auxílio luxuoso de participação especial de Adam Levine.

Entretenimento gostosinho para aqueles dias sem muita pretensão.

Chef | Drama, comédia e road movie, com gastronomia e paixão

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Neste domingo assisti Chef, filme que eu não sabia completamente nada da sua história, mas com 3 minutos já estava apaixonada.

Uma porque trata de como a estressante vida de um chef de cozinha (e eu amo gastronomia) desmorona, após uma crítica negativa. E outra porque não acho difícil muitos na minha faixa etária (40 e poucos) identificar-se com o momento caótico na vida do cara que faz do limão que a vida oferece uma limonada. Engolindo uns sapos, sendo meio humilhado pelo ex da ex, mas… Sobrevivendo, se reinventando.

Não é isso que fazemos diariamente?

A questão é que o filme me encantou, sobretudo, pelo eterno bom combate entre fazer o que se ama e amar o que se faz, e o quanto manter este equilíbrio dificilmente está ligado a retorno financeiro. O que é qualidade de vida, qualidade de tempo com a família…

para refletir legal.

O filme fala de família, conflitos, amizade, stress no trabalho (já vi que muda a profissão, mas o stress é o mesmo em qualquer uma), novas mídias… Não se definiu como gênero (nem drama, nem comédia, nem filme de gastronomia, nem road movie), mas foi uma ótimo entretenimento para uma tarde de domingo.

Curiosamente tudo o que eu amei no filme foi o que o Omelete detonou, portanto, se assistir, dê feedback.